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Let Virgin America Fly

Aproveitando o gancho do Bernardo, vou contar um caso recente onde a American Airlines e outras grandes companhias aéreas americanas também sairam com sua imagem arranhada.

Temendo perder participação no mercado interno dos Estados Unidos, essas empresas usaram sua força política para retardar a entrada da companhia aérea da Virgin nas rotas domésticas.

Após mais de um ano de impasse, a Virgin foi atrás de um poderoso aliado para vencer essa guerra: o consumidor.

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Uma campanha, coordenada no site LetVAFly.com, organizou uma petição online revindicando um julgamento justo para a Virgin America. A empresa também disponibilizou no site todo o andamento do caso, acesso aos documentos encaminhandos para o DOT (o equivalente a nossa ANAC) e uma ferramenta que permite enviar seu apelo a membros do congresso.

A Virgin aproveita para convidar o público a conhecer os serviços diferenciados que vai oferecer em suas aeronaves: poltronas com massagem, geladeiras e máquinas de salgados self-service, tela widescreen de 9 polegadas individual e poltronas de couro na classe econômica, sistema digital de entretenimento, entre outros. Tudo ilustrado com fotos, tour virtual e vídeos no You Tube.

Depois da campanha, o caso conquistou o apoio da imprensa, de grandes empresas dos setores de entretenimento, energia e financeiro, de orgãos públicos e até do Governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger.

A imprensa e a opinião pública estão culpando a Continental, American Airlines, Delta e outras empresas americanas do setor aéreo e pressionando o Estado Norte-Americano a intervir no processo, que agora não é mais contra a Virgin, mas contra o povo norte-americano.

A Virgin America, mesmo antes de voar, construiu uma sólida base de advogados de marca, se posicionou como uma empresa transparente, inovadora e voltada para prestar um serviço melhor para seu público.

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