Como a Apple e a Microsoft lidam com os hackers

Saiu no Engadget um comentário do VP de Marketing da Apple, Greg Joswiak, dizendo que a companhia vai adotar uma política “neutra” em relação aos hacks feitos no iPhone.

O que isso significa? Quer a Apple não planeja tentar maliciosamente impedir que aplicações feitas por terceiros rodem no iPhone quando lançar seus pacotes de atualização do sistema. Essa declaração foi feita dias depois que hackers conseguiram desenvolver uma forma de desbloquear o aparelho via software. Agora, qualquer proprietário do iPhone pode desbloquear o aparelho e usá-lo em qualquer operadora GSM, em qualquer lugar do mundo.

Essa atitude da Apple pode gerar um grande desconforto com a AT&T. A empresa que possui exclusividade sobre o iPhone (pela qual ela paga alguns milhões a Apple) provavelmente esperava que sua exclusividade fosse garantida, porém, tranquiliza todos os consumidores que pretendem comprar um iPhone e usar em outras operadoras.

Numa atitude simetricamente oposta, a Microsoft passou a investir mais pesado contra a pirataria de seus softwares. Em 2006, lançou junto com um grande pacote de atualização uma que verificava se a cópia instalada do Windows XP era ou não original e, caso não fosse, o computador passava a alerta constantemente o usuário e o impedia de instalar novas versões de programas da Microsoft - mesmo os gratuitos. Não preciso nem contar a péssima repercussão que isso gerou para a marca, mesmo entre usuários com cópias originais.

Para mostrar que o OnBranding também é diversão, ouçam o diálogo de uma usuária pirata do Windows XP com o suporte técnico da Microsoft abaixo. (É longo, mas a diversão é garantida!).

Published by Luiz Felipe Barros on September 11th, 2007 | Filed under Branding, Gadgets, Tecnologia
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