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Mídia Contextual e Publicidade

A licença para interromper um consumidor está cada dia mais difícil de obter. Tendo sua atenção solicitada ou estimulada por tantos interesses diferentes, o consumidor cada vez mais presta menos atenção ou dá menos crédito à publicidade que interrompe a sua atividade. Esta é uma observacão muito válida no Brasil e ainda mais em mercados mais avançados em termos de tecnologia e de distribuição de renda. Quer dizer, quando entra um comercial, ou a atenção se esvai ou muda-se de canal; ou, como ocorre fora do Brasil, simplesmente elimina-se a possibilidade de haver um comercial. Isso é possível com o uso de tecnologias de gravação, de seleção e de demanda de conteúdo, seja através do uso de dispositivos como o TiVo, seja através de produtos como a Apple TV.

Os marketeiros estão tendo que se virar para imaginar novas formas de conexão e novas técnicas de gerar envolvimento. Uma das coisas que mais me intriga é a mídia contextual, aquela que entende o que o consumidor está fazendo naquele exato momento e lhe entrega, em formato que ele aceita receber, a informação sobre um determinado produto ou serviço. Isso é o que ocorre, por exemplo, com os “links” patrocinados na “web”.

Uma coisa extraordinária é a quantidade de inteligência por trás da possibilidade de gerenciar a visibilidade do “site” do seu negócio na “web”. Em mercados maduros, este é um ramo de consulltoria em franco crescimento. Quer dizer, já há consultorias que são capazes de, compreendendo como funcionam os algoritimos de busca dos principais SEARCH ENGINES da “web” (Google, Yahoo etc.), propor estratégias para aumentar a visibilidade de um determinado “site”. A idéia por trás é que, quando alguém fizer uma busca por um certo assunto correlacionável ao seu negócio, determinados truques, segredos, fórmulas e processos podem fazer com que o seu “site” fique mais ou menos visível, mais ou menos em cima da lista de resultados, quando termina a busca.

Como poucas pessoas vão além da primeira página do resultado de uma busca, vale muito mais dinheiro conseguir aparecer na primeira página. Óbvio. Estamos no momento de começar a entender como lidar com esta nova modalidade de comunicação, a qual já está sendo chamada de SEM (Search Engine Marketing). Parando para pensar, chega a ser diabólico como a matemática, a lógica, o poder de processamento e a velocidade de transmissão estão conseguindo, agindo juntas, produzir resultados de seleção que se parecem cada vez mais com uma busca inteligente e humana. E, com isso, entregar publicidade que o consumidor não apenas aceita receber mas que, na verdade, deseja receber. Neste caso, a informação não representa uma intromissão e nem uma interrupção. Ao contrário, é completamente bem-vinda porque está dentro do contexto, do interesse da pessoa.

Se você quiser saber quem entende de SEM no Brasil, mãos à obra. Faça sua busca na “web” e veja o que descobre…
:-)

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