Indústria Fonográfica contra A Evolução
May 14, 2007
É inegável que a evolução tecnológica revolucionou nossos hábitos de consumo musical. Pouco mais de uma década atrás, nós tinhamos poucas opções caso gostássemos de uma única música de um artista: gravar em fita K7, comprar o CD do artista ou dar a sorte de existir um CD single da música (o que particularmente vi pouquíssimas vezes, principalmente no Brasil).
Nos dias de hoje, bastam poucos cliques para termos essa música nos nossos computadores e gravarmos onde quisermos. A indústria fonográfica soma perdas nos últimos anos e acusa o download ilegal de músicas como o grande vilão. Campanhas contra a pirataria, processos contra os softwares e sites que disponibilizam o compartilhamento gratuito de música e até processos contra os “distribuídores ilegais de música” (nós).
Agora, a moda de processar o usuário final chegou na América Latina. Em tom de vitória, um relatório da IFPI (Federação Internacional da Indústria Fonográfica) anuncia que um jovem argentino precisou vender seu carro para pagar a multa imposta pela justiça. O mesmo relatório indica que o Brasil e o México são “países prioritários” em sua campanha de combate à pirataria e elege o streaming de músicas como o novo vilão, culpando a expansão do acesso banda larga por esse problema.
A Indústria Fonográfica continua queimando recursos para combater a pirataria com processos e desenvolvimento de recursos tecnológicos (que pouco sobrevivem as investidas dos hackers). Será que não está na hora delas cederem a evolução da tecnologia e reinventarem seu modelo de negócio?
O mundo mudou. A economia mudou. A maneira que as pessoas interagem entre si, se divertem e se relacionam com os meios, com os conteúdos e com as marcas mudou. Quem falta mudar mesmo? Lutar contra a distribuição irrestrita de conteúdo é uma luta em vão. Ou alguém acha que é possível cessar com o download gratuito de música?

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Bronze
Concordo muito com você!
O mundo mudou, e o modelo de negócios da indústria fonográfica está ultrapassado!
Mas não estou totalmente certo que eles estejam perdendo tanto dinheiro…
Lembro de ler umas matérias dizendo que, na verdade, os piratas gastam mais em música que pessoas ‘comuns’. Matérias como essa aqui da BBC.
O que mudou, fundalmentalmente, foi o poder das grandes labels de ditar o gosto do consumidor.
Agora, do conforto de sua casa, você pode ver se aquele CD é realmente tão bom, ou se só uma música vale a pena.
Agora, artistas independentes conseguem se lancar mais facilmente e ter maior visibilidade que em qualquer outra época.
E, também, agora, os famosos ‘JABÁS’ não exercem tanta força. As grandes pagarem às rádios para aquele artista ser tocado várias vezes por dia não é novidade, mas seu impacto foi diminuido. Assim como as bandas criadas para serem hits. Essas coisas ainda existem, mas creio que estejam mais difundidas no mercado.
É o Longtail chegando à música. Os nichos têm maior acesso ao seu gosto musical e estão menos dependentes dos grandes lancamentos.
Em minha opinião, é contra isso que as grandes estão lutando.
É difícil largar o osso…
May 15th, 2007
Diogo Bonaparte
sem falar que é engraçado quando a indústria fonográfica divulga: “trocentos milhões de impostos não recolhidos…”
ué? mas quem disse que se o download não fosse gratutito e o cd pirata não fosse cinco real, as pessoas iriam acabar comprando os cds a R$35 para consumir música? Acredito que a indústria fonográfica nunca ia ver esse dinheiro de qualquer maneira.
May 15th, 2007
Reply to “ Indústria Fonográfica contra A Evolução ”