Como a Apple e a Microsoft lidam com os hackers
Saiu no Engadget um comentário do VP de Marketing da Apple, Greg Joswiak, dizendo que a companhia vai adotar uma política “neutra” em relação aos hacks feitos no iPhone.
O que isso significa? Quer a Apple não planeja tentar maliciosamente impedir que aplicações feitas por terceiros rodem no iPhone quando lançar seus pacotes de atualização do sistema. Essa declaração foi feita dias depois que hackers conseguiram desenvolver uma forma de desbloquear o aparelho via software. Agora, qualquer proprietário do iPhone pode desbloquear o aparelho e usá-lo em qualquer operadora GSM, em qualquer lugar do mundo.
Essa atitude da Apple pode gerar um grande desconforto com a AT&T. A empresa que possui exclusividade sobre o iPhone (pela qual ela paga alguns milhões a Apple) provavelmente esperava que sua exclusividade fosse garantida, porém, tranquiliza todos os consumidores que pretendem comprar um iPhone e usar em outras operadoras.
Numa atitude simetricamente oposta, a Microsoft passou a investir mais pesado contra a pirataria de seus softwares. Em 2006, lançou junto com um grande pacote de atualização uma que verificava se a cópia instalada do Windows XP era ou não original e, caso não fosse, o computador passava a alerta constantemente o usuário e o impedia de instalar novas versões de programas da Microsoft - mesmo os gratuitos. Não preciso nem contar a péssima repercussão que isso gerou para a marca, mesmo entre usuários com cópias originais.
Para mostrar que o OnBranding também é diversão, ouçam o diálogo de uma usuária pirata do Windows XP com o suporte técnico da Microsoft abaixo. (É longo, mas a diversão é garantida!).
A web 2.0 é uma ameaça a cultura?
Pouco tempo atrás o Flávio Medeiros - amigo, redator da NBS e presidente do CCRJ - me mandou por e-mail uma entrevista feita recentemente pela revista Época com o Andrew Keen, um dos pioneiros da internet no ínicio da década de 1990.
Por mais contraditório que possa parecer, o Andrew Keen é um dos maiores críticos do conteúdo gerado pelo consumidor. Na entrevista e em seu mais recente livro “The Cult of the Amateur” ele discursa sobre como esse conteúdo é uma ameaça a cultura e afirma que as pessoas que geram conteúdo na internet são “profissionais frustados e amadores” que não criam nada de valor significativo para a nossa sociedade.
Eu discordo profundamente dele. Não acho que o conteúdo gerado por pessoas comuns seja uma ameaça para a cultura. É claro que existe muita porcaria nesse conteúdo, e seria inocência da minha parte afirmar o contrário, mas acredito também que o acesso as ferramentas de produção e distribuição permitem a sociedade conhecer trabalhos bárbaros de pessoas que não conseguiram (ainda) espaço na mídia convencional. Um exemplo é o remake de uma cena do filme Pulp Fiction feito em tipografia. O autor é um estudante de Belas Artes, que se forma apenas em 2008:
O trabalho desse estudante é, na minha opinião, uma obra de arte e apenas um dos muitos exemplos que recordo que me fazem achar o ponto de vista do Andrew Keen extremista . Na minha opinião, o conteúdo gerado por pessoas comuns não ameaçam a cultura - ameaçam apenas o modelo de negócio da indústria cultural - no momento que eles passam a desafiar seus ícones muitas vezes forçados através da constante aparição na mídia. Na área da música, por exemplo, surgiram bandas como o Arctic Monkeys e o Panic! At the Disco.
O conteúdo gerado por pessoas comuns também pode ser fonte de inspiração para outros artistas e produtores. Não sei se é esse o caso do videoclipe da banda uruguaia El Cuarteto de Nos, mas como ele surgiu depois, é bem possível.
E que esteja aberto o saudável debate sobre esse assunto aqui também!
Published by Luiz Felipe Barros on September 10th, 2007 | Filed under Arts, Longtail, UGCPac-Man
Lançado em 1979, o jogo Pac-Man é um símbolo dos anos 80, um marco da cultura digital.
Com isso, poderíamos discutir várias coisas, mas vou me ater hoje ao lançamento de um “produto”. Feito por fãs, foram divulgado padrões de pac-men feitos eh tricô. Para qualquer um reproduzir e ter seu próprio pac-man em casa. (link para quem souber tricô)
A idéia é muito legal e ressalta que independente de ser um jogo ou de ser datado, certas coisas conseguem manter seu público e viram ícones culturais.
Published by Bronze on August 18th, 2007 | Filed under BrandingPolishop
Começo o post com um pedido de desculpas pela ausência. Os três colaboradores desse blog se ausentaram momentaneamente por motivos de força maior (leia-se férias, excesso de trabalho e entrega de projeto respectivamente, sem dar nome aos bois).
Para comemorar nossa volta com força total, vou falar sobre um dos maiores terrores e atrasos da propaganda moderna: o infomercial. Para quem não sabe, infomercial é aquele programete irritante estilo Polishop, que dura horas a fio (às vezes são minutos, que mais parecem horas) explicando um produto e suas mil funções e com famigeradas pseudo promoções como “e se você ligar agora leva também essa oferta exclusiva”. Alguns “clássicos” do infomercial: meias Vivarina, facas Ginsu, AB Tronic e grill George Foreman. Dá arrepio só de lembrar esses nomes.
Uma das categorias mais difamadas pelos infomerciais é a de eletrodomésticos. Demonstrações nada criativas de como triturar todos os tipos de legumes, fazer sucos e moer carne usando um processador ou um liqüidificador. Se ainda fosse algo divertido e inusitado como o Will it Blend?, onde os apresentadores mostram o quão resistente é o liqüidificador triturando objetos inusitados, como bolinhas de golfe, bonecas Barbie e até iPods eu nem reclamava.
Para provar que nem uma categoria malfadada como essa, onde raramente os comerciais possuem um mínimo de criatividade, assistam logo abaixo um comercial da empresa francesa Moulinex que quebra com todos esses padrões. Divertido, inusitado, lúdico e ainda assim muito claro sobre quais são as funções do produto.
Jogos: a nova arma da Apple (WWDC 07)
O assunto do momento no mundo dos blogs é o keynote de Steve Jobs no WWDC 2007. Como sempre, Mr. Macintosh deu um show e deixou todos boquiabertos com as funções do novo Mac OS X Leopard.
Mas o que realmente me deixou de olhos arregalados foi ver como a Apple cada vez mais quer deixar de produzir apenas produtos para nichos e passar a competir diretamente pelos usuários de computador com empresas como Microsoft, Dell, IBM etc.
Ontem, Steve Jobs iniciou sua apresentação falando sobre… games! A nova parceria com a Electronic Arts (de Command & Conquer) e a id Software (criadora do Quake) levou ao palco Bing Gordon, co-fundador da EA, e o lendário John Carmack, fundador da id. Fora o ícone do célebre World of Warcraft (MMO mais jogado no mundo) aparecendo no dock, e enquanto ele apresentava as funções do aplicativo Spaces.
Pouco mais de um ano atrás, a parceria com a Intel para desenvolver seus processadores foi o grande passo para uma mudança radical rumo a “popularizar” os computadores da Apple. Agora, com a possibilidade de rodar jogos consagrados e os preços da Apple estarem próximos ao dos PCs, a competição fica ainda mais dura para os concorrentes. Sem contar com a estratégia brilhante de popularizar seu browser Safari, criando uma versão para Windows, e tornar o Bootcamp (programa que permite rodar o sistema operacional Windows em computadores Macintosh) nativo no novo Mac OS X Leopard.
Published by Bronze on June 12th, 2007 | Filed under Branding



